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MOTO - O DESABAFO DO DONO DA EQUIPA DE MIGUEL OLIVEIRA POR CAUSA DA VITÓRIA NA AUSTRIA

Quarta, 02 Setembro 2020 19:53 | Actualizado em Sábado, 18 Setembro 2021 19:00

Hervé Poncharal é o dono da equipa mais antiga do MotoGP mas só agora, com Miguel Oliveira, é que alcançou vitórias, contrariamente a outras formações independentes da disciplina, que já tinha conhecido sucesso, como a LCR (Honda) ou SRT Petronas (Yamaha). O francês teve de esperar muito mais tempo para saber o que era ganhar. Uma longa espera que terminou agora com um português e com a KTM, dando a esta o seu primeiro êxito e logo em ‘casa’’ do construtor austríaco. Para Hervé foi, naturalmente um turbilhão de emoções. “É naturalmente uma enorme alegria, e logo aqui, na terra da KTM. É muito especial, com um piloto com o qual me identifico muito. O Miguel tem uma atitude humilde em relação à competição, como eu. Queremos ganhar, mas sem fazermos muito alarido disso”, declarou Poncharal logo após a vitória na corrida. Uma alegria incontida, depois 16 anos a competir com a Yamaha mas sem o sucesso que agora veio, e com um piloto que agora compete por outro construtor – no caso Johann Zarco na Ducati da Avintia. Ganhar com Miguel Oliveira e com uma manobra na última curva do Grande Prémio da Stíria foi muito especial.
O chefe da Tech 3 admite que esperar décadas para que a sua formação fosse recompensada não foi fácil: “Que dia incrível. Que emoções. É que em 40 anos nunca tinha ganho uma corrida de MotoGP. Pensei que nunca viesse a acontecer, e agora o sonho tornou-se realidade, e logo na Áustria, a casa da KTM e da Red Bull. Para ser honesto naquele domingo estava tão deprimido quando vi os meus dois pilotos de Moto3 colidirem quando estavam a caminho do pódio pensei em retirar-me. Agora sinto-me o homem mais feliz do mundo. Apenas as corridas nos proporcionam emoções”. Uma ‘montanha russa’ que Poncharal, como bom latino, não consegue disfarçar. Hervé Poncharal pode ser o treinador de uma equipa, e ter o mérito de organizador, mas nunca esquece o facto do êxito agora alcançado ter sido também obra de um grupo mais vasto de pessoas: “Agradeço À Red Bull e à KTM, porque sem elas tudo isto não seria possível, mas gostaria de dedicar esta vitória ao Miguel, porque ele tem feito um grande esforço. O ano não tem sido fácil. Ele magoou-se na segunda metade da época passada. Tem sido desde o começo deste ano, a moto melhorou, ele melhorou, mas nunca conseguimos mostrá-lo devido a algumas situações de corrida, e sabia que o podia fazer. Agora fizemos-lo”.
“Estou muito orgulhoso. Claramente que agora a KTM é uma das motos a bater. Fizeram um trabalho incrível na fábrica, os engenheiros, a equipa de testes com o Dani Pedrosa. Claro que temos quatro pilotos que ajudaram bastante e, claro, agradeço a Stefan Pierer, Hubert Trunkenpolz, Pit Beirer, Mike Leitner e Jense Hainbach, sem os quais isto não seria possível”, faz questão de referenciar o ‘patrão’ da Tech3. Para ele nunca seria possível ter tido sucesso sem o grupo de pessoas descrito que fizeram da RC16 a máquina vencedora que é atualmente. Poncharal diz mesmo: “Trabalhei com diferentes construtor, mas este é ainda mais especial. Eles disseram que estavam prontos para correr e mostraram que não se tratava apenas de um ‘slogan’, mas sim a realidade. Há um envolvimento tão grande, uma paixão por corridas tal que isto é contagioso. Espero que haja mais como aquele. Mas acima de tudo agradeço ao Miguel, que fez uma grande corrida também. Quero dar-lhe os meus parabéns, porque também foi incrível. Obrigado também a toda a equipa. Agora estamos muito motivados para fazer algo grande em Itália”.


Texto de Nuno Costa / 5ª a Fundo / www.velocidadeonline.com

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