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DIVERSOS - DISCURSO DIRECTO - RUI CABEDA - UM MECÂNICO NA ALTA RODA DO AUTOMOBILISMO MUNDIAL

Segunda, 19 Agosto 2019 15:33 | Actualizado em Sexta, 17 Janeiro 2020 20:18

DISCUSO DIRECTO

 

RUI CABEDA – UM PORTUGUES NA ALTA RODA DO AUTOMOBILISMO MUNDIAL

 

 

 

 

É um dos poucos mecânicos Portugueses que faz parte do quadro de técnicos da Volkswagen Motorsport, onde exerce a sua função há uns anos a esta parte.

 

Para alcançar aquilo que já atingiu, Rui Cabeda começou por nos dizer   como chegei  a esta profissão  sempre gostei de automóveis, e de mecânica.Sou de Valongo, e os meus pais viviam perto da actual PB Racing – Peixoto & Baltarejo, que ainda existe, com muitos sucessos desportivos alcançados.Foi lá que começei a aprender, a mecânica, e creio que foi em 1999 numa edição do Rali de Portugal, ou do Rali Futebol Clube do Porto que fui incluido na equipa de assistencia.Mas a verdade é que os anos foram passando, e em 2012  em termos profissionais quis mais, e a pensar como poderia evoluir”

 

.Mas antes de dar “ o salto”, ainda trabalhou  para outras equipas como nos explicou “ recordo-me que dei assistencia na Fórmula Ford ao Gonçalo Gomes e no Troféu Volkswagen Golf ao Manuel Barbosa.Em 2005 quis evoluir um pouco mais, e nesse ano vou para a antiga Sports&You, onde fiquei até 2010, onde trabalhei nos Fiat Punto do Campeonato Nacional de Ralis e na velocidade.Em 2011, e estive uma época com o Pedro Meireles, que nessa altura conduzia o Mitsubishi , e lembro-me que nessa altura o Marco Moreiras que estava com o Armindo Araujo na época do Mini no Campeonato do Mundo de Ralis.  liga-me a perguntar se estava interessado em fazer provas do Mundial de Ralis, isto em 2012.Por isso o passo seguinte foi a mudança para Itália, onde acabei por fazer nove ou dez ralis como mecânico, com um carro que não era muito fácil para se trabalhar.Fazia  os ralis, e em 2013 assistia os Volkswagen e os Skoda, com o Sebastien Ogier e o Andreas Mikkelsen assim como o Latvala, e fui nessa altura contactado no sentido de saber se estava interessado em vir a colaborar.Por isso acabo por enviar o meu curriculum, e acabo por ser chamado.Nesse ano entro para a Volkswagen Motorsport, com “ um casamento” que dura até aos dias de hoje.”

 

Sobre o Volkswagen Polo, pedimos a sua opinião como técnico, o que depois de pensar um pouco disse-nos logo “ é um carro fantástico, fácil de trabalhar, boa concepção de construcção, em suma um carro “ bem nascido”, e foram quatro títulos de Campeão, onde ganhamos  todas as provas do Mundial de Ralis.Excelentes recordações com o Volkswagen Polo no Mundial de Ralis.Em 2016 com o “dieselgate”, deu o contributo decisivo para o término do projecto do Mundial de Ralis.Em 2017 surge a hipótese do Campeonato do Mundo de Ralicross com a equipa do Peter Sollberg, onde os carros e a parte técnica eram da Volkswagen Motorsport, e toda a logistica era do Sollberg.Foram os anos de 2017 e 2018, com boas recordações. O carro era o mesmo dos ralis, mas com alterações motivado pelos regulamentos.Já havia uma base de trabalho, e não deixa de ser curioso verificar que era o único carro no ralicross em que os radiadores estavam colocados na frente, ao contrário de toda a concorrência.Em termos de trabalho era quase semelhante do que passou no mundial de ralis, havendo apenas reforços para certos componentes”.

 

Para 2019 surge um novo projecto profissional com o WTCR, e com a equipa do Sebastien Loeb.Sobre este projecto disse-nos “ nova experiencia, um trabalho diferente, com uma equipa diferente, e o modelo não foi o Polo, mas  sim  o Golf”..Segundo Rui Cabeda “ cada carro tem cinco mecânicos, dois engenheiros  e um director, e estou integrado na equipa que trata do Golf do piloto marroquino Bennani.Por seu lado o mesmo  se passa com a estrutura que dá assistência ao outro Golf pilotado  por Robert Huff.Sobre o piloto marroquino disse-nos “ trabalha-se bem, é um  herói no país dele, mas eu não contacto directamente com o piloto, recebo as instruções por parte do engenheiro responsável”.

 

Sobre o ambiente da equipa acrescentou” é muito fixe, pois há colegas oriundos de Espanha, Bélgica, Inglaterra, Alemanha e Suécia, somos quase diria uma “autêntica ONU” dentro da Volkswagen Motorsport”Acerca do Volkswagen Golf deu-nos a sua opinião “ é o carro mais antigo dentro do WTCR, usa o conceito mais antigo, é muito resistente, isso por comparação com outros carros nomeadamente os Hyundai “.Sobre as funções que exerce dentro da equipa “ é preciso gostar muito disto , pois é uma actividade muito stressante e desgastante, por vezes tenho periodo de trabalho diário de 18 horas, levanto-me nos dias de prova às 5h da manhã, e só volto para o hotel para descansar pela hora do jantar, ou mais tarde, depende”….Sobre o desenpenho do Golf no actual WTCR, falou-nos um pouco “ é mais outro desafio profissional, só para dar uma pequena ideia, para fazer um set up correcto para o carro é preciso muito tempo, e dá muito trabalho”.A mudança de componentes, segundo Rui Cabeda, disse-nos “ tudo depende do que há para mudar, mas por exemplo para mudar uma caixa de velocidade, é sempre necessárioa mais de uma hora….”Este tipo de profissão obriga a muitas viajens, que faz um pouco por to o mundo, mas sobre este tema descreveu-nos “ confesso que não há tempo para ver nada, o que vejo são aeroportos, aviões, transfer para o hotel e a pista, e as boxes onde vou trabalhar durante quatro dias, e não há tempo para mais nada.No próximo mês de Setembro vou à China pela primeira vez, sei que vamos embarcar no domingo  antes da prova, via Amesterdão.Na segunda feira seguinte à prova é a viagem de regresso à Europa, c´esta la vie”, disse em jeito de conclusão o nosso entrevistado de hoje Rui Cabeda.


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