Velocidade Online

Moto - Pista

MOTOS - IVO LOPES A UM PASSO DO TITULO

Segunda, 14 Outubro 2019 05:56 | Actualizado em Domingo, 02 Agosto 2020 19:25

IVO LOPES E SANTOGAL ENI BMW A UM PASSO DO TÍTULO

Ivo Lopes e a equipa Santogal ENI BMW deram um importante passo rumo aos títulos nacionais de pilotos, equipas e construtores de Superbike, após a última passagem do CNV Moto pelo Circuito do Estoril nos passados dias 21 e 22 de Setembro. Com a primeira metade do evento a ser disputada sob chuva intensa, Ivo enfrentou a primeira corrida do fim-de-semana com cautela, não tomando demasiados riscos, que viriam a ser sofridos pelos seus adversários, quer por queda, quer por problemas técnicos.

Após assinar uma vez mais o melhor registo na qualificação, a BMW com o número 75 saltou para o comando pouco depois do inicio da corrida, sempre seguido de muito perto pelos seus rivais. Lopes foi capaz de suster os ataques dos seus perseguidores, conseguindo uma pequena margem de segurança até à entrada da derradeira fase da primeira corrida do fim-de-semana, sendo apenas suplantado na linha de meta por André Pires por escassos 39 milésimos.

Resultado que se revelou mais do que positivo para Ivo e a sua equipa numa corrida em que Pedro Nuno e Rui Reigoto sofreram uma queda em conjunto, pouco depois da Aprilia de Tiago Magalhães abandonar com problemas técnicos. Quando nada nem ninguém previa este desfecho, o balanço do primeiro dia de nacional de velocidade na terceira passagem pelo Estoril, viria a ser bastante positivo com a vantagem pontual alcançada.

A corrida de Domingo, já com o piso seco e o sol a brilhar, viria no entanto a ter um final longe de ser ideal para os dois principais protagonistas da edição de 2019 do CNV Moto nas SBK. Ivo Lopes e Pedro Nuno desde cedo imprimiram um ritmo frenético, numa luta que deixara os seus adversários a mais de duas dezenas de segundos atrás de si, com a vantagem a ir para a Yamaha, sempre com a BMW muito perto.

Na fase final da segunda corrida que compunha o evento, uma situação de bandeiras amarelas alterou o rumo da sua história, com os pilotos a ultrapassarem-se mutuamente num momento em que tais manobras não são permitidas. Ambos os pilotos acataram a respectiva penalização imposta pela direcção de prova, mas de maneiras distintas, o que veio a penalizar a prestação de Ivo Lopes, ao ser aplicada a desclassificação final da corrida.

A vantagem que ia para o piloto da Yamaha após cumprir a sua penalização de forma correcta, dando-lhe a vitória na corrida, viria a desaparecer, após serem detectadas anomalias regulamentares no motor da sua moto, que após cuidada análise, ditaram também elas a sua desclassificação. Uma situação que, após o veredicto dos factos, veio a ser vantajosa para Lopes e para a equipa com as cores da Santogal, ENI e BMW, após a soma dos pontos conquistados.

Ivo Lopes #75
"Nas sessões de treinos livres e cronometrados de sábado trabalhámos no sentido de conseguir a melhor afinação para a forte chuva que caia no circuito, a primeira vez que rodámos com a moto com piso molhado, foi tudo novo para nós. Desde logo começámos bem, com um bom 'feeling' na moto, tudo correu muito bem e conseguimos andar rápido, colocando uma vez mais a S1000RR na 'pole-position'.

Sabíamos que tínhamos ritmo para andar na frente da corrida, lutar e ganhar o máximo de pontos possíveis ao nosso principal adversário. Com a queda dos meus perseguidores, também eu fui mais cauteloso. No final da corrida saltaram os meus deslizadores do fato, o que me fez desconcentrar um pouco, ainda para mais à chuva. Tudo mudou um pouco e sabia que tinha alguma diferença para o André.

O André vinha rápido, mas o pensamento nos 20 pontos, os deslizadores e tentar não cair estava na minha cabeça, o que me fez reduzir o ritmo, permitindo que ele se aproxima-se, vencendo a corrida por 39 milésimos. No domingo o 'warm-up' decorreu já com a pista seca, mas com água derramada numa curva em virtude de um motor partido de outro concorrente, a cautela voltou a ser a ordem do dia, mesmo assim conseguimos andar rápido.

Pouco antes da segunda corrida, o nosso técnico sofreu uma queda e teve de ser evacuado para o hospital, o que nos deixou um pouco desamparados. Fomos novamente para vencer, mas tentando não cair para ganhar pontos. A corrida estava a ser frenética com um grande ritmo, mas a três voltas do final sofremos uma penalização, que eu não cumpri com a passagem na via de boxes, mas sim através da "Volta Longa". Um erro meu que foi cometido quando pensava no regulamento espanhol e não no nosso, em cima da moto em prova.

Foi um erro que me deu a desclassificação por incumprimento correcto da penalização imposta, a qual aceitámos. No final da corrida eu e a equipa decidimos protestar a moto do Pedro, pois já suspeitávamos há algumas corridas que aquela Yamaha não era uma moto normal. Tanto a Yamaha como a nossa BMW foram abertas para escrutínio da direcção de prova e da federação.

Após esta análise foi-nos comunicado que a nossa moto não apresentava nada fora do regulamento, o que não aconteceu com a Yamaha que apresentou anomalias, confirmando as nossas suspeitas de ilegalidade. Pela verdade desportiva e por todos os intervenientes no nosso campeonato, esta foi uma boa decisão da organização, em quem podemos confiar no seu trabalho.

Quero agradecer ao João Pequeno, ao Augusto Gonçalves e ao Luís Carvalho pela ajuda e apoio no final da prova, esclarecendo todas as dúvidas que tínhamos, quando o nosso técnico estava no hospital. Quero também agradecer ao António José da ENI e ao Marco Soares da BMW Motorrad Portugal por todo o apoio prestado neste processo e por acreditarem na nossa equipa."

Facebook
Facebook
Visitas
Visitantes em linha
contador gratuito de visitas Total de visitas
Contacte-nos