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MOTO - ACRÓNICA DE DUARTE CANCELLA DE ABREU SOBRE O MOTO GP DO PASSADO FIM DE SEMANA

Quinta, 08 Abril 2021 06:24 | Actualizado em Segunda, 12 Abril 2021 13:20

CRÓNICA DE DUARTE CANCELLA DE ABREU, MotoGP Comentário
A PARTIDA DA CORRIDA DE MIGUEL OLIVEIRA,

NA 2ª ETAPA DO MotoGP, no último domingo em Losail, Doha no Catar, foi uma agradável surpresa, com o nosso Grande campeão, a levar a KTM RC 16 do 12º lugar da grelha até ao 3º lugar, que teve de ceder a meio da primeira curva. Numa corrida de 22 voltas, MIGUEL OLIVEIRA, teve ainda de gerir dois contratempos, que vieram tornar a sua corrida numa tarefa muito complicada. A corrida do passado domingo, não foi de modo nenhum fácil, mas o piloto conseguiu resistir às adversidades, primeiro com o pneus de composto de borracha Média, e depois foi o painel de informações, que lhe fornece as indicações sobre o estado técnico da KTM, no que respeita a temperaturas, dos Pneus, Dos travões e por exemplo também indica o mapa de gestão do motor e de outros componentes primeiro foi o facto de não poder confiar totalmente nas borrachas dos pneus MICHELIN, que começavam a perder aderência obrigando a que o piloto da KTM RC 16, tivesse de optar por uma condução mais cuidada e sempre atenta ao degradar do pneu da frente, que cedo começou a ar sinais de desgaste. Mesmo tendo escolhido uma borracha do tipo MÉDIA para a roda da Frente, e MOLE na de trás, apesar de se ter preocupado desde sexta-feira, acreditando que dessa forma seria resolvido o problema da degradação do pneu antes do metade da corrida. E se não bastasse essa dúvida, a corrida de 22 volta foi acompanhada de arreliador vento incerto e com rajadas mais fortes, e com a pista suja de areia a preocupar todos os pilotos.
Como se não fosse já um grande problema, o de gerir ou tentar evitar o desaparecimento da borracha, do pneu assimétrico da MICHELIN e das reações de todas as KTM apresentavam com um set-up longe da perfeição, com falta de estabilidade do trem frontal, MIGUEL OLIVEIRA viu ainda desaparecer, toda a informação que lhe era mostrada no painel digital electrónico que serve para informar o piloto de vários parametros fundamentais para conseguir decidir como reagir. Sem essas informações, é dificil de calcular, como o piloto usou a sua alta sensibilidade para, por um lado manter um ritmo alto, tentar ceder menos posições possiveis, para a sua classificação no MUNDIAL.
Miguel Oliveira preocupau-se também em relembrar como referencias que tinham anteriormente à avaria do indicador electrónico . Foi uma corrida difícil, mas tendo em conta o problemas com os pneus, ainda nos fez mais confusão saber como o Miguel Oliveira, conseguiu levar até ao fim da corrida, a sua KTMRC16. Ele teve de assegurar o estado dos pneus , sem ter a identificação de sua temperatura, e apenas o seu comportamento que obrigava a um cuidado especial com as mudanças de direção e as forças provocadas pela transferência de peso, na aceleração, com o funcionamento da tração de tração de tração de tração de tração. Também a impossibilidade de consultar o painel electrónico, exigiu um cuidado com as rotações do motor, para não cometer nenhum excesso que pudesse comprometer o consumo de combustível, quer o próprio estado do motor. Outro dos cuidados que tinha em conta, foi com a utilização do controle de tração, que utilizado com grande regularidade durante uma corrida. Tudo se isto joga contra a sua concentração elevada e atenção, para não comprometer o seu objectivo em cada corrida, o de terminar e de pontuar, o que fez no limite, porque cortou a meta na final das 22 voltas a 8.918s. o que dá uma média de perda de quatro décimos por volta para o vencedor, na corrida disputada até a final e que entrou para o "livro de recordes do DORNA/MotoGP" como a corrida mais rápida, em que a diferença entre todos os pilotos com direito a pontuar, num total de 15 pilotos aconteceram no espaço de tempo inferior aos segundos 9.
Se o problema voltar a repetir-se no Algarve, será muito esgotante para qualquer pioto, com uma pista onde será muito difícil ultrapassar devido às caracteristicas do traçado do Grande Prémio de PORTUGAL. No fundo a recompensa que Miguel Oliveira teve no final da corrida, para além dos elementos da equipa oficial da KTM, que seguiram os seus problemas e não podiam alertar o piloto por não ser permtidas as conversas com rádio com os responsáveis do team que seguem a par e passo toda a corrida a partIr do muro que fica em frente à boxe das KTM Factory a da equipa Tech3, onde o Miguel correu os primeiros dois anos no MotoGP, com as KTM RC16 da equipa de Hervé Poncharral, que pela primeira vez desde há umas boas mãos cheias de anos na MotoGP, esteve no muro sem o seu técnico superior, o icónico Guy Coulon.
MIGUEL OLIVEIRA ficou entregue a si próprio, à sua sensibilidade e experiencia, numa corrida com um elevado nível de competitividade, e a ter de lidar com os problemas nos pneus e no painel de informações da sua moto que avariou.
Tudo isto depois de ter feito o melhor arranque para a corrida, jamais visto no Moto GP, de 12º lugar da grelha para o 3º lugar à entrada da primeira curva da corrida, ao saír que nem uma flexa reagindo de imediato ao apagar dos semáforos que deram início à corrida. Este foi um facto muito positivo, e que fica para a história entre as melhor partidas para um Grande Prémio de MotoGP. A compensação de todos este esforço do piloto lusitano, foi compensada com um único ponto, e como “Dever da Missão Cumprida”, provando MIGUEL OLIVEIRA porque é tão acarinhado por todos os elementos da KTM, que viram a corrida de uma forma mais técnica, e valorizaram como ninguém a reação do piloto às adversidades que estragaram uma corrida que, podia ter terminado muito melhor ao piloto da KTM com o número 88.
Não é previsivel, que a Michelin consiga resolver a muito curto prazo o problema com a construção dos pneus assimétricos que forneceu nas duas primeiras corridas à KTM e outras equipas, que se queixaram do mesmo problema, de dificuldades para afinarem as suas motos para utilizarem de uma forma normal, os pneus que são da responsabilidade total da marca francesa. Mas Miguel Oliveira, julga que a pista portuguesa o seu desenho e tipo de asfalto não será tão penosa para os pneus como nas duas corridas disputadas à noite sob temperaturas mais amenas. O piloto português sabe que vai ser muito difícil repetir a Vitória no Algarve no último mês de Novembro, uma participação memorável, com Miguel Oliveira a conseguir assinar as QUATRO melhores provas de êxito, que um piloto pode conseguir numa equipa:
A POLE-POSITION, A VITÓRIA DA PRIMEIRA À ÚLTIMA VOLTA COM A ASSINATURA DA VOLTA MAIS RÁPIDA E DO RECORD DA PISTA. Repetir esta proeza não é nada fácil, e o que se pode pedir, tudo dependerá muito das condições de aderência, sempre melhores que em Doha.

Texto de Duarte Cancella de Abreu - www.velocidadeonline.com
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