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MUNDIAL - GABRIELE TARQUINI E O WTCR

Quinta, 10 Setembro 2020 12:25 | Actualizado em Domingo, 24 Outubro 2021 22:18

O atraso forçado do arranque do WTCR 2020 devido à pandemia teve um efeito no mais veterano do pelotão da disciplina de o deixar com ‘fome’ de pista. Gabriele Tarquini não o esconde a poucos dias do começo do campeonato, em Zolder. “Sinto falta da adrenalina e da competição”, admite o italiano da Hyundai. Após nove meses de inação não surpreende que o decano das corridas de carros de Turismo fale assim, nem que assuma aquilo que lhe vai na alma: “Tenho uma grande motivação para me adaptar a estas novas ferramentas”. Uma referência aos pneus da Goodyear que passam a ‘calçar’ os carros da Taça do Mundo de Carros de Turismo.
Para segunda vez desde que conquistou o título em 2018, Tarquini inicia uma temporada cheio de ambição, mas desta vez com um companheiro de equipa – Norbert Michelisz – que já sabe o que é ser campeão. Assim aos 58 anos Gabriele está ciente do desafio que vai enfrentar já na prova inaugural, já no próximo fim de semana, na Bélgica. “Estou pronto. A distância entre a última corrida do ano passado e a nova época foi muito longa, mas toda a gente já sabe o que aconteceu. Quero correr, preciso da adrenalina das corridas. Fizemos testes mas correr é totalmente diferente. Sinto falta das corridas, sinto falta da competição”, confessa.
Gabriele não tem dúvida de que o ambiente será algo diferente, por causa da pandemia, mas acredita que “será bom”, porque vai estar com pessoas que já conhece “há muito tempo, com outros pilotos, com outros concorrentes. É como uma família e sente-se que falta essa parte da vida”. Um reencontro que acontece num cenário onde já não compete há muito tempo: “A pista é um desafio, certamente. Parece estranho que tenha ganho a minha última corrida em Zolder, mas é como um desafio, a chicane, as curvas. A primeira parte do circuito é muito excitante. Mas tenho de me focar no facto de termos uma nova pista para a nova corrida, porque apenas ficou definido há poucos dias. Mas vamos-nos preparar visualizando vídeos das corridas do passado”.
“Gosto de olhar para alguns vídeos, especialmente aproximando-se a primeira corrida, o começo da época, para ver algumas estratégias que resultaram no passado. Isso ajuda-me a preparar o fim de semana e a estar preparado. Com o passado aprendemos bastante”, diz Gabriele Tarquini numa referência à sua experiência. Mas há outros aspetos a considerar com os novos pneus da Goodyear. Neste particular refere: “O pneus é completamente diferente do Yokohama. Um composto muito mais duro. Em corrida o Goodyear é muito bom. A maior mudança do passado é a abordagem à qualificação, porque não é fácil. A janela de funcionamento não será tão grande como no Yokohama. Veremos uma volta diferente na qualificação e também o talento dos pilotos para aquecerem os pneus, que será a chave. Na corrida o pneu será muito consistente. Funciona muito bem a altas temperaturas e eu gosto disso”.
Há uma mudança que também entra na equação esta temporada, que é o facto dos resultados da primeira qualificação decidirem a grelha para a primeira corrida do fim de semana. “Faz uma grande diferença, especialmente para aqueles que lutam pelo campeonato. Não será apenas importante passar à Q2 mas também estar na frente (na Q1). Significa que terá de ser fazer mais voltas, usar mais pneus, mas com os pneus a serem limitados e número de pneus novos a ser menor do que os do ano passado”, sublinha o italiano da Hyundai.
Mas nada disto mudará os objetivos de Tarquini para este ano: “O começo da época é sempre o mesmo. Estou na luta pelo título, quero lutar para o grande objetivo. A verdade é que depende de muitos fatores, alguns que posso controlar mas outros que não posso. O objetivo está lá. Veremos como será a nossa performance comparada com os outros construtores e os outros pilotos. Será difícil, provavelmente mais difícil do que nunca, porque ganhamos nas duas últimas épocas, comigo e com o Norbi e vamos ver o que nos reservam (em termos de balanço de performance). Isso é importante, mas não quero falar muito sobre o BoP, porque sei que é algo fora do nosso controlo. Às vezes não ficamos contentes, mas vamos correr e ver”.

Texto de Nuno Costa / 5ª a Fundo / www.velocidadeonline.com
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