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CAMPEONATO MUNDO DE FÓRMULA 1 - 2019 - GRANDE PRÉMIO DO MÉXICO - SEGUNDO AS PREVISÕES DA PIRELLI

Quarta, 30 Outubro 2019 05:27 | Actualizado em Domingo, 09 Agosto 2020 04:39

GRANDE PRÉMIO DO MÉXICO DE 2019 – CORRIDA

 

A TÁTICA DE UMA PARAGEM ARRECADA O PÓDIO APÓS UMA DIFÍCIL BATALHA ESTRATÉGICA

 

 O piloto da Mercedes, Lewis Hamilton, impôs-se no Grande Prémio do México desde a segunda fila da grelha de saída com uma estratégia de uma só paragem (médio-rígido). Esta tática, mimetizada pelos seus companheiros de pódio, encontrava-se entre as possíveis, mas mais arriscadas do dia, se tivermos em conta a exigência do Autódromo Hermanos Rodríguez. De facto, foi graças à temperatura ambiente e em pista mais elevadas neste domingo que esta opção foi viável, já que reduziu as opções de graining.


DESTAQUES DO GRANDE PRÉMIO

  • Hamilton foi dos primeiros a trocar de pneus médios para rígidos. Apesar disso, foi capaz de gerir na perfeição este último composto num turno de 48 voltas que lhe deu a vitória.
  • O inglês não foi o único a apostar num turno muito longo com os P Zero F1 rígidos. O Renault de Daniel Ricciardo enfrentou a saída com este composto (foi o único a escolher esta opção) e completou 50 voltas antes de trocar para médio e cruzar a bandeira axadrezada na oitava posição.
  • O Red Bull de Max Verstappen foi inclusive mais além completando 66 voltas com os pneus rígidos, que montou após uma rápida pit stop não prevista em consequência de uma colisão na primeira volta. Verstappen terminou em sexto, apesar de rolar no último lugar nos compassos iniciais do Grande Prémio.
  • O Ferrari de Charles Leclerc foi o melhor de quem escolheu uma estratégia de duas paragens. No seu caso, recaiu pela opção médio-médio-rígido, que teoricamente devia ser a mais veloz. Liderou a corrida nos momentos iniciais, mas concluiu-a em quarto lugar, prejudicado por uma lenta pit stop.
  • Um total de sete pilotos apostou na tática de duas paragens, uma lista que inclui quem iniciou com pneus macios.
  • As condições meteorológicas foram bastante mais quentes do que em dias anteriores, afetadas pela chuva. O asfalto alcançou um pico de 49ºC, enquanto a temperatura ambiente também registou índices mais elevados.

COMPORTAMENTO DOS PNEUS

  • C2: O composto principal da corrida. Permitiu a muitos pilotos completar longos turnos, adaptando-se na perfeição às condições da pista e com um baixo nível de degradação.
  • C3: A primeira escolha para a saída. Todos, com exceção de cinco pilotos, equiparam estes pneus para o seu turno inicial.
  • C4: Escolha minoritária durante a corrida, limitada a quatro pilotos obrigados a arrancar com esta (foi o mesmo com que selaram a sua passagem à Q3 na classificação).

MARIO ISOLA, RESPONSÁVEL DA PIRELLI EM F1 E COMPETIÇÃO AUTOMOBILÍSTICA

“A corrida contou com diversas estratégias, muitas delas surgidas como reação às opções dos rivais. A opção de uma paragem foi tornada viável pelas temperaturas do asfalto mais elevadas do que em dias precedentes e pela ausência de chuva na noite anterior. Por essa razão, os pilotos sofreram menos deslizamentos e graining, fatores que inclinaram a balança para táticas de uma ou duas visitas às boxes, ao invés das de duas ou mais. O composto rígido foi crucial durante o Grande Prémio, protagonizando turnos realmente longos. Lewis Hamilton, em particular, soube retirar o máximo partido dos pneus “macios” para assegurar um novo triunfo, apesar de partir da segunda fila da grelha e num circuito em que ultrapassar é bastante complicado.”

MELHOR TEMPO POR COMPOSTO

TURNOS MAIS LONGOS DA CORRIDA

PIT STOP SUMMARY



     


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