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Mundial - Fórmula 1

CAMPEONATO MUNDO DE FÓRMULA1 - 2019 - GRANDE PRÉMIO DO JAPÃO - SEGUNDO A OPINIÃO DA F1 FLASH

Terça, 15 Outubro 2019 11:58 | Actualizado em Quarta, 15 Janeiro 2020 20:02

MERCEDES JÁ É CAMPEÃ DE CONSTRUTORES
COM A VITÓRIA DE BOTTAS… E A VOLTA DE HAMILTON!

Valtteri Bottas dominou por completo o G.P. do Japão, prova que coroou a Mercedes como a equipa campeã do Mundo de F1 de 2019. E, quem diria, foi o ponto da volta mais rápida de Lewis Hamilton que garantiu os 14 pontos a que a Mercedes tinha de marcar a mais que a Ferrari para garantir o título mundial. A primeira equipa a conseguir seis título duplos consecutivos, pois desde hoje que o de pilotos ficou resumido a Hamilton e Bottas!

Se a Ferrari já sabia que muito teria de lutar para transformar o monopólio da primeira linha da grelha de partida numa vitória – pelo habitual forte ritmo de corrida dos Mercedes – pior ficou a situação quando entregou «de bandeja» a liderança e a vitória ao piloto finlandês assim que os semáforos se apagaram… Depois, Bottas fez o que melhor sabe quando está numa pista em que se sente bem, e há que lembrar que tinha liderado os dois treinos livres em Suzuka: «pegou» na corrida e comandou-a de forma segura, sem cometer erros, voltando às vitórias que lhe fugiam desde Baku!

Os pilotos da Ferrari complicaram as suas corridas logo no arranque. Na «pole», Vettel deixou deslizar o carro antes de os semáforos se apagarem, parou e quando voltou a arrancar já Bottas passara por si. Felizmente para o alemão que deixara uma margem de segurança para os sensores e que parou antes do ponto de detecção, para não ser considerada uma falsa partida que lhe daria uma penalização.

Também Leclerc largou mal e ficou exposto ao ataque de Verstappen, acabando o Ferrari por embater no Red Bull que saiu de pista e ficou com bastantes danos a nível aerodinâmico (chão e vários componentes). O carro de Leclerc ficou com a asa dianteira danificada, obrigando-o a uma paragem antecipada, logo à quarta volta. Os comissários nada fizeram quanto à colisão, mas prometeram analisar o incidente após a corrida. Já Verstappen ainda fez mais algumas voltas, mas acabaria por abandonar por o seu Red Bull estar inguiável…

Com tudo isto, Bottas ficara confortavelmente instalado na frente, «presente» oferecido pelos Ferrari, construindo aos poucos uma liderança sólida. Vettel não o conseguia seguir de perto e até chegou a ver Hamilton chegar-se, iniciando o movimento das «boxes». Ao montar novo jogo de macios, mostrou o jogo, assumindo que seria uma corrida de duas paragens, com um desgaste de pneus superior ao esperado. A Mercedes respondeu com Bottas, mas montando-lhe os médios que serviram na perfeição para manter a sua vantagem.

Já com Hamilton, a Mercedes manteve-o em pista mais algumas voltas, levando-o a colocar algumas interrogações acerca da estratégia escolhida. Questões que… se inverteriam após as segundas paragens de Vettel e Bottas, quando Hamilton ficou na frente a 15 voltas do fim. «De certeza que o Lewis vai parar de novo?!», perguntava Bottas, ao que a equipa lhe respondia que era garantido. E foi, a dez voltas do fim, caindo para 3.º a 5 s de Vettel, mas com pneus macios. Seria suficiente?...

Enquanto Bottas corria sozinho na frente, Hamilton recuperava rapidamente o atraso para Vettel. Mas a ultrapassagem viria a revelar-se impossível, com a forma como o Ferrari conseguia ganhar velocidade antes das zonas mais rápidas. Nem mesmo com o DRS Hamilton conseguia colocar-se em posição de ultrapassar, apesar de rodar «colado» ao Ferrari. O piloto da Mercedes pressionou ao máximo mas, desta vez, Vettel fez uma defesa irrepreensível e agarrou mesmo o 2.º lugar!

Terminando à vontade, com 11 s sobre o duo Vettel-Hamilton (separados por 0,4 s), Valtteri Bottas provou que, afinal, sempre se pode vencer em Suzuka largando da 2.ª linha da grelha, feito inédito… «Estou muito feliz, isto mostra que não se deve desistir depois de uma qualificação que não foi boa. Tive um excelente arranque, enquanto o Sebastian teve um problema. Depois, consegui ter uma liderança tranquila. Sabíamos que a corrida podia ser de uma ou duas paragens, não havia grande diferença entre as duas estratégias. Acima de tudo, fico orgulhoso por participar neste sexto título consecutivo da equipa!».

Em relação ao arranque, Vettel explicou: «As luzes ficaram acesas muito tempo e cometi um erro, o que me custou uma péssima partida. No início da corrida o Valtteri ‘voava’ e já sabia que, no final, o Lewis me atacaria. Por isso, concentrei-me nos pontos em que ele seria mais forte, mas foi uma tarde bastante dura. Com a falta de ritmo, acho que hoje o 2.º lugar é positivo». Tendo terminado em 3.º, a 11 s de Bottas, Hamilton não estava particularmente falador… «Parabéns à equipa que merece tanto este sexto título!».

Com Verstappen de fora, foi Alex Albon que assumiu a obrigação de se colocar logo atrás dos Mercedes e Ferrari o que, com Leclerc de fora da luta e preocupado em conseguir a volta mais rápida, significava que o tailandês ficava com o 4.º lugar, a sua melhor classificação. Era a prenda possível para os fãs da Honda na corrida caseira… Albon ficou bem à frente de Carlos Sainz (McLaren), autor de mais uma prova consistente e sólida para ser o «melhor dos outros».

Charles Leclerc acabou por falhar o objectivo final de fazer a volta mais rápida e teve de se contentar com o 6.º posto, à frente de um Daniel Ricciardo (Renault) que fez uma fantástica corrida, desde o 16.º lugar da grelha de onde largou para o 7.º posto final! Gasly (Toro Rosso) colocou mais um motor Honda no «top ten» e poderia ter tido problemas com os comissários por ter dado um toque em Sergio Perez na última volta que pôs o Racing Point fora de prova…

A sua sorte é que, por um erro, a bandeirada foi dada uma volta cedo demais, encurtando a corrida de 53 para 52 voltas, o que significa que o mexicano manteve o 9.º posto, à frente de Hulkenberg (Renault). Talvez por esta «barraca» a FIA não tivesse publicado ainda a classificação quase uma hora depois de a corrida ter terminado... A Fórmula 1 vai agora mudar-se para o continente americano para um trio de corridas, começando dentro de duas semanas com o G.P. do México.


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