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Mundial - Fórmula 1

CAMPEONATO MUNDOD E FÓRMULA 1 - 2018

Sexta, 19 Outubro 2018 08:35 | Actualizado em Segunda, 27 Janeiro 2020 05:50

G.P. DOS EUA: TEREMOS TÍTULO DA F1 À HORA DO JANTAR?
E VOLTARÁ HAMILTON A IGUALAR UM RECORDE DE SENNA?

Será à hora do jantar que teremos o primeiro «match point» na luta pelo título mundial de Fórmula 1 deste ano. Lewis Hamilton poderá conquistar o seu quinto ceptro já este domingo, no G.P. dos Estados Unidos, desde que vença e Sebastian Vettel não seja 2.º. Ou, de forma mais lata, desde que marque mais oito pontos que o piloto da Ferrari, numa outra série de combinações: 2.º e 5.º, 3.º e 7.º, 4.º e 8.º, 5.º e 9.º, 6.º e 10.º, respectivamente para Hamilton e Vettel, são cenários que darão sempre o título ao britânico, o resto adiará a discussão para o México, no fim-de-semana seguinte.

A pista de Austin (Texas), é bom que se diga, sempre foi território de Hamilton que venceu cinco das seis corridas ali disputadas, só falhando a de 2013, na sua primeira época na Mercedes em que tinha um carro pouco competitivo. Juntando isso, à excelente forma actual do Mercedes W09, ao ascendente psicológico da sua equipa e à crença inabalável que tem mostrado nas suas capacidades nas últimas corridas, é um conjunto fortíssimo que se apresenta nos «States» a que tem de se dar todo o favoritismo…

Sebastian Vettel, do seu lado, só tem uma saída: atacar e tentar anular a superioridade do seu rival. Está pressionado? Muito! Tem cometido alguns erros sob pressão? Sim. Mas agora já não tem nada a perder, embora tenha um forte «handicap», a actual menor competitividade do Ferrari, face a um Mercedes mais forte e ao bom jogo de equipa entre Hamilton e Bottas que tudo farão para colocar o finlandês entre os dois candidatos ao título, de forma a tentar garantir que o Ferrari seja 3.º para que o título fique decidido.

Esta prova poderá resolver o título de Pilotos, mas não decidirá o de Construtores e, se tal acontecer, é uma outra raridade. A última vez foi em 2005, quando Alonso garantiu o título de Pilotos no Brasil, a duas corridas do fim, e a Renault só foi campeã na China, no fecho da época.

Mais até que resolver o título – que, tudo o indica, será uma questão de tempo… – esta corrida pode ter um estímulo especial para Hamilton, pois uma vitória no domingo significará para o piloto da Mercedes igualar mais um recorde do seu grande ídolo, Ayrton Senna: até hoje, o brasileiro foi o único piloto a conseguir vencer por cinco anos consecutivos na mesma pista, no Mónaco, entre 1989 e 1993; Hamilton já vem em quatro triunfos em Austin, desde 2014…

A pista texana foi inaugurada em 2012 e tem um traçado particularmente interessante, pela mistura de algumas das curvas emblemáticas de várias pistas do Mundial de F1. Começa pela já famosa «montanha russa» da íngreme subida para a primeira e apertada curva à esquerda, a que se segue vertiginosa descida que leva a uma rápida sequência de curvas rápidas a imitar a zona de Becketts, em Silverstone. Este primeiro sector é o favorito da maioria dos pilotos, seguindo-se uma longa recta onde sucede a maior parte das ultrapassagens e que leva a um sector final mais lento e técnico.

Única alteração significativa à pista: a montagem de um corrector mais alto na curva para a direita, já no final do traçado, que Verstappen cortou no ano passado para ultrapassar Raikkonen e roubar-lhe o 3.º lugar na última volta, mas que acabaria numa penalização do holandês, por ter ultrapassado totalmente os limites da pista. Agora, ali, já não dá mesmo para passar.

A Pirelli disponibiliza os pneus macios (amarelo), supermacios (vermelho) e ultramacio (púrpura), tendo Mercedes e Ferrari feito escolhas praticamente iguais, com sete jogos de ultramacios, apenas Vettel tem oito, com apenas dois de macios contra três dos outros. A Red Bull foi ligeiramente mais conservadora com seis jogos de ultramacios e quatro de supermacios, contra três destes dos seus rivais. Mas é provável que a Pirelli tenha de usar também muitos dos verdes (intermédios) e azuis (chuva), pelas previsões que apontam para mau tempo, em especial para sábado, para a qualificação… O que será uma pena se se confirmar, pois há todas as condições para o recorde da volta de Hamilton (1.33,180) ser pulverizado.

O G.P. dos Estados Unidos é dos que tem um horário mais simpático para acompanhar, pois até em Austin o horário é ligeiramente mais tarde que o normal, para «colar» a acção em pista aos concertos de Bruno Mars (sábado) e Britney Spears (domingo)… Amanhã, as duas sessões de 90 minutos de treinos livres começam às 16 e às 20 horas de Portugal Continental e Madeira (menos uma hora nos Açores). No sábado, os derradeiros 60 minutos de treinos livres começam apenas às 19 horas para uma qualificação noctívaga… às 22 horas! A corrida, no domingo, arranca às 19.10 horas, para 56 voltas aos 5,513 km do traçado do pomposamente denominado Circuit of the Americas.


Texto de F 1 Flash - www.velocidadeonline.com


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