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CAMPEONATO MUNDO DE FÓRMULA 1 - 2018 - A HAAS NO GRANDE PRÉMIO DE ITÁLIA

Segunda, 03 Setembro 2018 09:19 | Actualizado em Segunda, 20 Janeiro 2020 13:32

Pedal A Fundo em Monza

Haas F1 Team Procura Pontos Pela Sétima Vez consecutiva

 

 A pausa de verão passou e a performance da Haas F1 Team num falhou um único momento.

 

Depois de marcar pontos com os dois carros no Grande Prémio da Hungria, a 29 de Julho, antes da pausa de três semanas obrigatória, a Haas F1 Team continuou onde tinha terminado, voltando a marcar pontos com ambos os carros no Grande Prémio da Bélgica, no domingo. Foi a terceira vez que a equipa americana marcou pontos duplos esta temporada, e pela primeira vez na sua curta história, conseguiu-o em corridas sucessivas.

 

De facto, a Haas F1 Team terminou nos pontos seis vezes consecutivas para ascender ao quinto lugar no Campeonato de Construtores, estando a apenas seis pontos da quarta classificada, a Renault, e detendo uma vantagem de vinte e quatro para a sexta, a McLaren.

 

Agora, tem pela frente a pista mais rápida do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1 de 2018 – o Autodromo Nazionale di Monza, a casa do Grande Premio de Itália. A Haas F1 Team continuará com o acelerador a fundo no circuito de 5,793 quilómetros e onze curvas, situado nos subúrbios de Milão, onde duas longas rectas são separadas por algumas chicanes e algumas curvas rápidas.

 

As longas rectas e as curvas fluidas permitem às equipas levar pacotes de pouco apoio aerodinâmico, permitindo aos pilotos aproximarem-se de velocidades da ordem dos 350 Km/h e velocidades médias superiores a 250 Km/h. De facto, a volta mais rápida alguma vez registada na Fórmula 1 foi alcançada em Monza.

 

Juan Pablo Montoya detém o recorde e o marco de Monza com um crono de 1m19,525s no seu Williams BMW, registado durante uma sessão de treinos-livres do Grande Prémio de Itália de 2004, alcançando uma velocidade média de 262,242 Km/h. Esta marca surgiu durante o momento mais alto da era dos V10, quando sete fornecedores de motores – Ferrari, Mercedes, Honda, Renault, BMW, Toyota e Ford Cosworth – estavam dedicados a uma corrida de armamento, tendo os níveis de potência alcançado os 940CV e as rotações ultrapassado as 19000RPM.

 

Os motores tinham apenas de aguentar uma corrida, nesses tempos, enquanto actualmente as equipas estão limitadas a três motores por ano. Mas a marcha do tempo e da tecnologia é inexorável e em 2018 todos os recordes de voltas da Fórmula 1 estão em perigo.

 

Em todos os circuitos visitados pela Fórmula 1 os recordes foram batidos, excepto no Baku City Circuit e da recente novidade Circuit Paul Ricard.

 

Monza albergou a Fórmula 1 desde 1950, sendo este ano o palco da sexagésima oitava edição do Grande Prémio de Itália.  A velocidade média do vencedor do primeiro Grande Prémio de Itália foi de 176,55 Km/h. No ano passado foi de 237,558 Km/h. Com a evolução da tecnologia da Fórmula 1, a velocidade em Monza tem vindo a ser cada vez mais impressionante, tendo a pista ganho o nome de Templo da Velocidade.

 

Apesar da actual geração de carros de Fórmula 1 estarem equipados como motores V6 1600c.c. turbocomprimidos, os engenheiros conseguem espremer destas unidades de potência uma considerável quantia de potência. E, graças a um pacote aerodinâmico e novos pneus, as velocidades em curva aumentaram substancialmente, os tempos por volta desceram dramaticamente. O caso de estudo: a volta mais rápida o ano passado do Grande Prémio de Itália do ano passado – 1m23,361s à media de 250,174 Km/h, registada por Daniel Ricciardo, da Red Bull – foi dois segundos mais rápido que a volta mais rápida do Grande Prémio de Itália de  2016.

 

No entanto, por outro lado, a velocidade de ponta destes estes carros de Fórmula 1 não é tão elevada, uma vez que o aumento do apoio aerodinâmico aumenta também o arrasto. É nas curvas que estes carros brilham.

 

Monza tem onze curvas, o que significa que, apesar das longas rectas, é possível encontrar velocidade. Pode o recorde de treze anos de Montoya sobreviver à inevitável evolução da Fórmula 1? O tempo, literalmente, dirá.

 

Enquanto a categoria evoluiu bastante ao longo da sua história de sessenta e sete anos, a Haas F1 Team evoluiu tremendamente na sua história de três anos.

 

Depois de ter marcado vinte e nove pontos em 2016 e quarenta e sete em 2017, a equipa americana já ultrapassou essa marca na sua segunda temporada quando estão disputadas apenas treze corridas. Os pilotos, Romain Grosjean e Kevin Magnussen, combinados já marcaram setenta e seis pontos, quando estão ainda por realizar oito provas.

 

A evolução da Haas F1 Team tem vindo a ser ajudada pela sua parceria com a Ferrari e com a Dallara, uma vez que as duas companhias fornecem conhecimento de automobilismo crítico, para além de terem uma linhagem italiana.

 

A Ferrari, baseada em Maranello, fornece à Haas F1 Team a unidade de potência, caixa de velocidades e apoio técnico geral, e o famoso construtor de carros de corrida, Dallara, alberga a equipa de design da Haas F1 Team nas suas instalações em Parma.

 

Esta relação única permitiu à Haas F1 Team chegar às pistas em 2016. A tarefa gigantesca de criar uma equipa de Fórmula 1 desde o zero tornou-se menos dantesca pelos mais de cento e trinta anos de experiência no desporto automóvel detidos pela Ferrari e pela Dallara no seu conjunto. A relação maturou desde então, com os actuais pontos da Haas F1 Team a serem o testemunho disso mesmo.

 

Mais velocidade. Mais pontos. Monza entrega a primeira parte, ao passo que a Haas F1 Team espera tomar conta da segunda parte.

Autodromo Nazionale Monza

Perímetro: 5.793 km

Voltas: 53

Distância de corrida: 306,72 km

Transmissão: Sport TV5 – 14h10 (Domingo)

Sobre a Haas Automation

A Haas Automation, Inc. é o construtor de máquinas CNC líder na América. Fundada em 1983 por Gene Haas, a Haas Automation constrói uma linha completa de centro de maquinação verticais e horizontais, centros basculantes, mesas rotativas, etc. Todos os produtos da Haas são construídos na fábrica de 93.000m2 da empresa, sediada em Oxnard, Califórnia, e distribuídas através de uma rede mundial de Haas Factory Outlets que fornecem à indústria os melhor serviço de venda, serviços e apoio, enquanto oferece uma relação custo/performance sem paralelo. Para mais informação visitar www.HaasCNC.com.

 

Sobre a Haas Factory Outlet - Portugal             

A Haas Automation, Inc está representada em Portugal através da Haas Factory Outlet – Portugal. Um empresa situada nos arredores do Porto, perto do Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Desta forma, pode aceder aos produtos da Haas Automation e todos os seus serviços. Para mais informação visitar haasportugal.com/ ou facebook.com/haasportugal.

 

Autodromo Nazionale Monza

  • Número de voltas: 53 
  • Distância de corrida: 306,720 quilómetros
  • Velocidade na via das boxes: 80 Km/h
  • Este circuito de 5,793 quilómetros e 11 curvas recebe a Fórmula 1 desde 1950, tendo no ano passado albergado o seu 67º Grande Prémio.
  • Rubens Barrichello detém o recorde da volta a Monza (1m21,046s), registado em 2004 com a Scuderia Ferrari.
  • Juan Pablo Montoya detém o recorde da volta de qualificação em Monza (1m20,264s), registado em 2004 com a Williams durante a Q1. Com uma média de 259,827 Km/h, é a volta de qualificação de Fórmula 1 mais rápida da história. Mas a volta de 1m19,525s de Montoya durante a sessão de treinos-livres do mesmo ano é considerada a volta de Fórmula 1 mais rápida de sempre, com uma média de 262,242 Km/h.
  • sessenta e cinco dos sessenta e seis Grandes Prémios de Itália tiveram como palco Monza, tendo Imola albergado a prova de 1980 quando Monza foi alvo de trabalho de reasfaltamento. A maior parte das corridas realizadas em Monza foram realizadas em diversas variações do circuito de estrada que é usado hoje, mas em 1955, 1956, 1960 e 1961 a corridas foram efectuadas no circuito que combina o circuito de estrada com a oval de alta velocidade de 4,250 quilómetros. Com as elevadíssimas velocidades e preocupações quanto à segurança dos pilotos e dos espectadores, o uso da oval foi descontinuado para efeitos competitivos depois do Grande Prémio de Itália de 1961. A oval ainda existe, no entanto, com as barreiras oxidadas e com a natureza a tomar conta daquela zona dormente da pista. O layout actualmente usado pela Fórmula 1 produz a volta mais rápida do ano, dado que o design do traçado com as suas longas rectas e curvas de alta velocidade torna Monza no derradeiro circuito de alta velocidade.
  • Sabia que: A vitória de Peter Gethin sobre Ronnie Peterson no Grande Prémio de Itália de 1971 deixou os dois separados por 0,01s, no que se mantém na diferença mais curta de sempre entre os dois primeiros pilotos de um Grande Prémio, com o triunfo de Rubens Barrichello sobre Michael Schumacher no Grande Prémio dos Estados Unidos da América de 2002, em Indianápolis, a cifrar-se em 0,011s. A mudança de duas para três casas decimais nao sistema de cronometragem torna impossível saber qual das duas vitórias deteve uma menor vantagem para o segundo classificado.
  • Durante o Grande Prémio de Itália, a temperatura mínima será de 17ºC a 18ºC e a temperatura máxima de 25ºC a 28ºC. A humidade relativa andará entre os 49% e os 94%. A velocidade do vento variará entre os 0-11 Km/h, raramente excedendo os 21 Km/h.


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