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NACIONAL - OPEN DE VELOCIDADE TERMINA EM PORTIMÃO

Sábado, 26 Outubro 2019 06:59 | Actualizado em Quinta, 06 Agosto 2020 03:58

Open de Velocidade decide-se no AIA em fim-de-semana internacional

 

O Autódromo Internacional do Algarve recebe a decisão do Campeonato Open de Portugal de Velocidade, competição que já conquistou adeptos e intervenientes no seu primeiro ano de atividade. Responsáveis da FPAK, ANPAC, pilotos e diretores de equipa fazem um balanço positivo de uma época que encerra no próximo fim de semana, no evento partilhado com a European Le Mans Series.

 

Criado no início de 2019 por iniciativa da FPAK e da ANPAC, o novo Open de Portugal de Velocidade decide-se no próximo fim de semana (25 a 27 de outubro), no Autódromo Internacional do Algarve. Partilhando o circuito algarvio com a caravana do European Le Mans Series, esta será a quarta e última prova da temporada de estreia do Open, competição que, além de Portimão, também passou por Estoril, Vila Real e Braga.

O Open de Velocidade foi pensado para revitalizar a Velocidade nacional e parece ter agradado aos seus intervenientes diretos, que destacam a iniciativa da FPAK e o trabalho de promoção feito pelo ANPAC, que tenta replicar neste campeonato o sucesso granjeado nas competições de Clássicos, Clássicos 1300 e Legends ao longo da última década.

O AIA vai, então, decidir os títulos das respetivas categorias do Open, onde, recorde-se, não há um campeão absoluto. A prova algarvia tem o aliciante de atribuir uma majoração no número de pontos (multiplica por 1,5 o número de pontos obtidos na prova), o que promete aumentar ainda mais a competitividade. Adicionalmente, a grelha do Open também receberá viaturas provenientes dos campeonatos GT4 South European e TCR Ibérico, o que configura um excelente espetáculo em pista.

 

Prémios da Yokohama

 

Outra novidade introduzida pelo Open de Velocidade foi um desconto no valor da inscrição para a derradeira prova da temporada, um incentivo que só foi possível com o patrocínio da Yokohama. “Através do apoio da Yokohama, decidimos premiar os concorrentes que acreditaram no Open, principalmente os que estão connosco desde o primeiro momento”, referiu Paulo Alves, membro da direção da ANPAC. “Como promotores, é nossa obrigação auxiliar os pilotos e concorrentes do campeonato, e penso que encontrámos uma forma justa de o fazer, através de um prémio no valor da inscrição. Penso que este primeiro ano foi globalmente positivo e, com o apoio da FPAK e de todos os intervenientes, penso que há condições para projetarmos um campeonato ainda melhor para 2020”, afirmou Paulo Alves.

Como é habitual, o programa do Open de Velocidade no AIA terá duas corridas de Sprint, com 25 minutos de duração (uma no sábado e outra no domingo), e uma corrida em formato de Endurance, com 50 minutos, no domingo (horário em anexo).

 

EM DISCURSO DIRETO

 

Ni Amorim, presidente FPAK

 

“O balanço do Open, para já, é bastante positivo. Não podemos esquecer que a decisão de avançar com a Velocidade nestes moldes foi conseguida com muito empenho e em cima do início da temporada.

Com o esforço de todas as partes envolvidas conseguimos colocar em pista um número razoável de inscritos e que tende a aumentar. O envolvimento da ANPAC e a sua motivação tem sido, sem dúvida, uma mais valia. Parece-nos que a Velocidade está a ficar mais atrativa para os intervenientes e acredito que vamos conseguir, a curto prazo, colocar a modalidade no patamar que merece. Temos bons carros no nosso país e bons pilotos.

Tenho a certeza que aquilo que conseguimos este ano vai permitir tirar outros carros da garagem e dar ainda mais visibilidade a uma modalidade que é tão acarinhada pelo público mas também por todos os pilotos. Foi uma mudança necessária e que agora pudemos dizer, bem-sucedida."

 

Luís Veloso, diretor Veloso Motorsport

 

“Como foi uma espécie de ‘ano 0’ para o Open, penso que o campeonato teve uma época de arranque positiva. Tivemos mais carros do que no campeonato de 2018, mas também sabemos que é preciso continuar este trabalho para que a grelha continue a crescer e apareçam outro tipo de carros, de outras categorias. O objetivo é que este seja um formato duradouro para a Velocidade. Essa estabilidade é importante. Agora, também sabemos, por exemplo, que o sucesso do campeonato semelhante que existe em Espanha, o CER, também se fez com carros ex-troféu. Sabemos que não existiram assim tantos troféus monomarca em Portugal nos últimos anos, por isso não é tão fácil ir buscar carros para estas categorias.”

 

Luís Martins, diretor Martins Speed

 

“Penso que o campeonato está a evoluir no bom caminho. Penso que deveriam incluir todo o tipo de carros construídos a partir do ano 2000, para não colidir com os Legends. E, na minha opinião, deveriam existir duas corridas de 25 minutos, eventualmente suprimindo a corrida de Endurance para reduzir um pouco mais os custos. Talvez isso permitisse, além de um menor custo com o carro e os pneus, baixar um pouco mais também o valor das inscrições, tentando atrair cada vez mais pilotos. E por que não até permitir a entrada de Protótipos, pois já correram na Velocidade na mesma grelha dos Turismos e GT.”

 

Nuno Batista, piloto

 

“Penso que a FPAK e a ANPAC estão de parabéns pelo primeiro ano do Open, foi um ‘ano 0’ que pode lançar uma nova era na Velocidade. Tomei a iniciativa de enviar para a FPAK, com o conhecimento da ANPAC, um conjunto de sugestões para o campeonato do próximo do ano, sempre com uma postura construtiva e de alguém que quer efetivamente que o Open cresça. Penso, por exemplo, que se deveria simplificar e limitar o número de categorias do campeonato. No caso dos GT, penso que os ‘full GT3’ deveriam ser proibidos, pois têm custos desajustados à realidade nacional, e que se deveria apostar sobretudo nos GT Cup e GT4, carros de performance mais equilibrada e com custos inferiores. Uma grelha com GT Cup, GT4, TCR e outros Turismos seria interessante, equilibrada nas diferentes categorias e com custos adaptados à nossa realidade.

Também penso que se deveria fazer uma aproximação ao CER (Campeonato de Espanha de Resistência), com uma prova partilhada em Portugal e outra em Espanha, utilizando, por exemplo, o BOP (Balance of Performance) que já foi criado pelo Jesús Pareja para os diferentes GT. Algo que nos permitiria ter um campeão à geral nesta categoria.”

 

Paulo Martins, piloto

 

“Está a ser feito um excelente trabalho, sobretudo ao abrangerem um leque mais vasto de carros. O meu Volkswagen Golf, por exemplo, foi um carro construído para o troféu Volkswagen Golf Cup na Polónia, mas se não fosse o Open não podia correr em mais lado nenhum na Velocidade em Portugal. Mas o carro tem uma excelente relação entre performance e custos

Penso que se deve, sobretudo, continuar a apostar na promoção e mediatismo do campeonato, porque isso é fundamental para o retorno que podemos apresentar a um patrocinador. Dou os meus parabéns à ANPAC, por exemplo, por esta iniciativa de distribuir o patrocínio da Yokohama pelos pilotos do campeonato, através da inscrição pra Portimão. É este tipo de postura que precisamos.”

 

André Tavares, piloto

 

“Tivemos um arranque promissor para um campeonato completamente novo. O formato com duas corridas de Sprint e uma corrida de Endurance é interessante em termos desportivos, mas em termos de custos de participação a corrida de resistência aumenta um pouco os custos com a inscrição, pneus e manutenção. Se calhar conseguiríamos aumentar um pouco mais o número de pilotos se houvesse a opção de participar apenas nas corridas de Sprint.

No meu caso pessoal, fiz duas épocas no troféu FEUP, em 2016 e 2017, e este ano voltei a correr, o Open foi uma boa plataforma para voltar a correr, com um carro mais competitivo e que dá muito gozo. O Honda Civic Type R com que corro foi totalmente construído por nós e fomos desenvolvendo o carro prova após prova. Isso também é um desafio.”


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