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CLÁSSICOS - DISCURSO DIRECTO - CARLOS FAVA FALA DO PROCESSO JUDICIAL

Sexta, 29 Dezembro 2017 11:18 | Actualizado em Terça, 04 Agosto 2020 21:55

DISCURSO DIRECTO


CARLOS FAVA FALA DO PROCESSO JUDICIAL FEDERATIVO

 

Foi em 2016, numa prova que teve lugar no autódromo do Estoril, organizada sob a égide de Diogo Ferrão, uma prova que era aguardada com uma certa curiosidade e expectativa , pois seria feita  grande parte da mesma durante a noite,só que ninguém previa que no decorrer da mesma o “S.Pedro” abrisse a torneira, e com aquela batega de água,e de repente surge um acidente em plena recta da meta, que envolveu diversos carros, da qual sairam alguns feridos, tudo isto nos 250 km do Estoril.

 

Carlos Fava foi um dos participantes ao volante do Volkswagen Kharmanghia de João Vieira, e quando tudo ocorreu era o piloto da Covilhã que se encontrava aos comandos, na qual começou por nos descrever o que se passou quando estava no seu turno de condução “ já era noite cerrada, chovia torrencialemnte, via-se muito mal, e depois na confusão só me lembro de não conseguir evitar bater num Porsche 911 dum piloto espanhol.A pancada foi violenta,mas consegui sair do Volkwagen pelos meus próprios meios, e só depois é que vi o estado do carro, e a gravidade que tudo isto acarretou.Depois tive de receber assistência médica, pois acabei por levar dez pontos e ser radiogrado o meu joelho.Com tudo isto obrigou-me a parar de correr durante cinco meses, mas graças a Deus recuperei bem”.

 

A verdade é que tudo isto originou que surgissem em diferentes instâncias processos judiciais, mas sobre isto, Carlos Fava explicou o que  sucedeu com ele “ acabei por ser contactado pela Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, através duma carta, a informar que tinha sido nomeado um instrutor de processo num escritório em Lisboa do Sr.Dr.Champalimaud.Mais tarde recebo nova carta, oriunda deste escritório de advogados, para assim prestar declarações, o que acabei por fazer.Uns tempos mais tarde acabo por receber nova carta, informando que poderia ser inibido de licença desportiva num periodo de um ano a cinco anos, isto tudo porque surge um semáforo vermelho no pórtico da recta da meta, e que com a chuva, e com o spray que os carros em pista deixavam para trás, e que rodavam à minha frente, eu não vi semáforo algum, e depois surge a colisão em que me vi envolvido.Depois  disso fui informado que poderia contestar a decisão, que foi o que fiz logo de seguida, mas tive de pagar do meu bolso cerca de 690 euros à Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, e tive de arranjar um advogado para defender a minha causa”.Perante esta  resposta quisemos saber qual a actual situação, o que nos disse logo “ neste momento estou a aguardar “

 

Sobre tudo isto, Carlos Fava tem a sua opinião, como nos confirmou “ antes de mais quem deveria ser chamado à responsabilidade, era o director de prova (desconheço quem foi o director de prova nessa corrida), que não soube interromper a corrida, quando deveria ter sido.Assim, evitava-se tudo isto, e pela minha parte estou a aguardar as decisões.Por outro lado, sou de opinião que não se deveria ter feito aquela corrida com aquelas condições atmosféricas, por sinal muito dificieis, aquela chuvada, e depois por cima ainda disputada à noite.Veja-se o exemplo de algumas corridas nesta época do WTCC, com condições  muito similares, logo o safety car entrou em pista, e acabou por não haver corrida e estou a falar duma corrida feita para pilotos profissionais.Que eu saiba na prova do Estoril, não havia pilotos profissionais entre os participantes….”

 

Entrevista de João Raposo - WWW.VELOCIDADEONLINE.COM


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